quarta-feira, 23 de abril de 2008

Adriana Araújo "correndo contra o relógio"

Jornalista fala sobre os desafios do telejornalismo diário

Formada em 1993 pela PUC – MG, com 12 anos de experiência em reportagens e outros dois à frente da apresentação do Jornal da Record, Adriana Araújo esconde bem os 33 anos de vida.


A simpatia, simplicidade e inteligência dessa jornalista ultrapassam as telas e podem ser percebidas na entrevista abaixo, feita por e-mail, em que ela fala sobre carreira, vida pessoal, os desafios da profissão e dá dicas aos estudantes de comunicação.

“Olá Maíra, tudo bem?

Desculpe pela demora. As últimas semanas foram muito corridas aqui em São Paulo.

Mas vamos lá. Espero que ajude a você e a seus colegas de estudo.

Adriana quais foram as suas primeiras experiências profissionais?

Comecei como repórter de economia de um jornal impresso de Belo Horizonte, o Diário do Comércio, em 1994. Durante a faculdade de jornalismo na PUC-MG também fiz algumas disciplinas de economia o que me ajudou a conseguir o primeiro emprego. Depois disso participei de uma seleção da Globo Minas e fui contratada como editora de texto em 95.
Um ano depois me tornei repórter de rede. Até 2002 fiquei em Minas fazendo reportagens para o Jornal Nacional, preferencialmente. Entre 2002 e 2006 estive na Globo Brasília, fazendo a cobertura política para o Jornal Hoje. Em 2006 vim para a Rede Record.

Como foi o processo de transição da Rede Globo para Rede Record? Você sentiu inseguranças por trocar uma emissora mais consolidada pela inovação da Record?

A transição foi tranquila. Por estar há 12 anos na Globo, claro, conversei com todos os chefes, houve uma negociação mas acabei me decidindo pela proposta da Rede Record. O desafio profissional que me foi oferecido de assumir a bancada do Jornal da Record ao lado do Celso Freitas era irrecusável. Não houve insegurança da minha parte. Já sabia dos planos de investimentos e crescimento da Record e confiei nas propostas que me fizeram.

É possível realizar a apresentação do Jornal e ainda dedicar tempo à confecção de matérias jornalísticas? Você sente falta dessa prática?

Conciliar a bancada do Jornal da Record com reportagens não é tarefa das mais fáceis. Estar na bancada significa não poder viajar e também ter restrições de horário já que o jornal demanda gravações de off, leitura aprofundada das notícias do dia, caso haja necessidade de improvisar algum assunto, entre outras tarefas. De qualquer forma, sinto bastante falta da reportagem e tento conciliar na medida do possível. Já tive a oportunidade de fazer duas séries especiais para o JR nestes dois anos de bancada.


Quais os principais desafios de trabalhar com telejornalismo diário, na tua opinião?

São muitos os desafios. Acredito que o maior deles seja vencer o relógio. Temos em geral poucas horas para fazer tarefas que são complexas como captar imagens, fazer entrevistas, dar um bom acabamento na edição das matérias, enfim todo o processo exige cuidado e capricho.
E, o principal: mesmo correndo contra o tempo não podemos nos esquecer nunca da precisão das informações. Esta é a meta principal. Levar ao ar todas as noites a informação apurada com total precisão. Não pode haver dúvidas sobre aquilo que é informado ao telespectador. Ou, quando há informações sobre investigações em andamento, por exemplo, em que muitas notícias são repassadas aos jornalistas em off, ou nas coberturas políticas em que isto também é comum, é preciso ter muito confiança na fonte da informação.


Você já sofreu preconceito no meio jornalístico, ainda que de forma indireta, por ser mulher, por ser jovem ou por algum outro motivo?

Nunca sofri qualquer tipo de preconceito nem por ser mulher, nem pela idade.

É possível equilibrar a vida pessoal e profissional trabalhando com jornalismo?

É mais difícil conciliar a vida de repórter e mãe. Como apresentadora tenho uma rotina mais organizada e, com isso, concilio mais facilmente com minha vida pessoal. Consigo levar na escola, almoçar junto, coisas que toda mãe gostaria de fazer mas nem todas conseguem.

Qual o conselho você daria aos jovens que hoje estudam jornalismo que gostariam de chegar a lugares como o que você ocupa hoje?

Bom, não considero que tenho experiência o bastante pra sair por aí dando conselhos. Mas já que vocês pediram... vamos lá.
O principal, que vocês já devem ter ouvido milhões de vezes dos orientadores e professores: leiam os jornais diariamente. Ser jornalista, significa saber o que é e o que não é notícia. Diferenciar o novo daquilo que já foi dito outras vezes. O jornalista é o tradutor da realidade para milhões de pessoas, sejam leitores, telespectadores, ouvintes, internautas...
E isto só dá para fazer bem lendo bastante. É o básico mas infelizmente vejo jornalistas na ativa que não fazem o "dever de casa" direito.
Na área de tv acredito que seja importantíssimo não se deslumbrar. Ser âncora de um telejornal pode ser o objetivo de muitos mas antes de fazer isto é fundamental ir para a rua, saber entrevistar, construir boas matérias, ser repórter, antes de tudo.
Muitas vezes, jornalistas saem da faculdade já com intenção de fazer apresentação imediatamente.
Não acredito que seja o caminho mais inteligente.
Com tempo, experiência e talento, os espaços se abrem, as oportunidades surgem.

Boa sorte a todos, sempre!
E assistam ao Jornal da Record, todas as noites as 20:20.

Um grande abraço.

Adriana Araújo”
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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Release para público externo


Rede Record avança Rio Grande adentro

A Rede Record Rio Grande do Sul (canal 2 em Porto Alegre) nem completou 1 ano de Estado e já dá passos largos rumo a liderança. Em breve a programação, que hoje é produzida e transmitida para Capital, poderá ser vista em todo o estado através da já antiga parceria com Rede Pampa. “O trabalho é conjunto e visa preencher uma lacuna de sinal da Record no Estado. Entendemos que poderíamos aproveitar muito mais esse crescimento da Record se fizéssemos uma aliança e vestíssemos a camisa da emissora” explica Alexandre Gadret, diretor das Emissoras do Interior. Devido a nova diretriz a marca da Rede Pampa deixa de existir no interior do RS.

Os já conhecidos noticiários Balanço Geral e Rio Grande Record serão os primeiros a ser transmitidos para as 20 novas cidades que vão contar com o sinal. “Já compramos todo o equipamento necessário, só estamos aguardando a chegada do satélite, que vem do Canadá”, disse o diretor executivo da TV Record no Rio Grande do Sul, João Batista Rodrigues.

“A direção da Pampa não muda e a equipe de funcionários também não. Na verdade, esse contrato com a Record nunca deixou de existir no interior. A diferença é que, a partir de agora, a Pampa entrará na programação da Record e os programas serão desenvolvidos seguindo a sua linha editorial”, explica Gadret garantindo que as únicas mudanças serão nas questões editoriais. As emissoras de Santa Maria, Pelotas e Passo Fundo já estão em processo de desenvolvimento dos novos programas locais que também terão espaço importante na nova grade de programação.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Crítica a produto da indústria cultural

Volver

A crítica desenvolvida trata do filme “Volver”, dirigido por Pedro Almodóvar e estrelado por Penélope Cruz. Ele sem dúvida o maior diretor espanhol da atualidade e um dos melhores do mundo. É reconhecido internacionalmente, já tendo inclusive ganhado um Oscar.
Ela, em sua terceira parceria com Almodóvar, interpretando a personagem central da trama, Raimunda.

O filme, ambientado da Espanha atual, traz a tela antigos costumes dos moradores de uma vila, próxima a Madri.

Volver é um filme típico do diretor, na trama central uma mulher de figura forte e ao redor homens que são meros coadjuvantes em cena e na vida. A valorização de cenários ambientados na Espanha também é outro fator peculiar a Almodóvar.

O filme é um drama bem humorado. Uma história triste contada com pequenos toques de humor o que torna a trama interessante. O que mais chama a atenção é a capacidade do diretor em criticar com tamanha sutileza. Crítica aos costumes, preconceitos, à mídia, às relações.




sábado, 15 de março de 2008

Ela renasceu!


Quem conheceu aquela menininha magrela de voz grave nunca imaginou que um dia ela se tornaria uma das maiores cantoras norte-americanas. Tanto talento, misturado à pouca idade, fizeram com que Lauryn Hill fosse vaiada em pleno palco em sua primeira apresentação em público, aos treze anos, em um festival. Mas se a vida é feita de superações aí está um bom exemplo: mesmo contrariada a menina investiu na carreira e alguns anos depois contracenou com a atriz Whoopi Goldberg no filme “Mudança de Hábito”.


Mas foi uma parceria inusitada com dois amigos de seu irmão o que levou Lauryn Hill ao verdadeiro reconhecimento. Em 1993 ela, Wyclef e Pras fundaram o grupo Fugees, e já o segundo disco do grupo vendeu mais de 17 milhões de cópias, marca que até hoje não foi superada por nenhum outro grupo de rap. Aos 21 anos, Lauryn interrompeu a meteórica ascensão do Fugees e preferiu abandonar temporariamente os palcos, quando ficou grávida do primeiro filho.

Atualmente a cantora é casada com Rohan Marley, filho do cantor Bob Marley, pai de seus dois filho, Zion e Shela Louise. Após o nascimento de Zion, Lauryn produziu o disco que é considerado um divisor de águas no R&B e hip hop mundial: "The Miseducation of Lauryn Hill". O álbum vendeu mais de 4 milhões de cópias e garantiu cinco prêmios Grammy à cantora.

E se, para muitos, sucesso é sinônimo de felicidade, para Lauryn a fama trouxe o oposto. Não saber como lidar com a fama fez com que Lauryn entrasse em depressão e se dedicasse apenas à família. A cantora ficou quatro anos sem fazer shows. O que ela traz de bom desse período? Seu último disco, MTV Unplugged 2.0. No mais novo trabalho da cantora os fãs podem ouvir treze canções inéditas.

Em junho de 2008 a diva norte-americana esteve no Brasil e lotou os quatro shows que fez em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Alegre (ES). Se tantos números de sucesso e essa história de superação ainda não te comovem a ouvir Lauryn Hill, fica aí a dica de uma das melhores músicas da cantora, uma parceria com o guitarrista Santana em homenagem ao seu primeiro filho, Zion.


Lauryn Hill-To Zion

Unsure of what the balance held
i touched my belly overwhelmed
by what i had been chosen to perform
but then an angel came on day
told me to kneel down and pray
for unto me a man child would be born
woe this crazy circumstance
i knew his life deserved a chance
but everybody told me to be smart
look at your career they said
"Lauryn baby use your head"
but instead i choose to use my heart
Now the joy of my world is in Zion
now the joy of my world is in Zion
how beautiful if nothing more
than to wait at Zion's door
i've never been in love like this before
now let me pray to keep you from
the perils that surely come
see life for you my prince has just begun
and i thank you for choosing me
to come through unto life to be
a beautiful reflection of his grace
see I know that a gift so great
is only one god could create and
i'm reminded everytime i see your face
that the joy of my world is in Zion
now the joy of my world is in Zion
marching marching marching, Zion
marching marching
marching marching marching to Zion
beautiful beautiful Zion.


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quinta-feira, 13 de março de 2008

Ele foi!

O rio-grandino Fernando Espindola, de 38 anos, foi um dos 15 mil fãs que tiveram a oportunidade assistir ao show do Iron Maiden de perto, no último dia 5 de março. A ida foi planejada, o ingresso foi comprado já em dezembro do ano passado por R$100, preço que não assustou Fernando. “Achei barato até, tinha gente pagando R$800 na hora do show”, explicou.

Ele já tinha visto o show do Iron Maiden em 85 no Rock´n´Rio cercado por mais de 250 mil pessoas, porém segundo Fernando o show em Porto Alegre foi inesquecível “um dos melhores show que eu já fui, foi totalmente diferente de 85. Esse foi um show metal mesmo”.


O fã explica que conheceu no show em Porto Alegre pessoas de todo o sul do Brasil e de outros países como Argentina e Uruguai e afirmou ainda que o espaço escolhido, o Ginásio Gigantinho, ficou pequeno para o número de público: “Estava lotado, não dava nem pra respirar e eu vi muita gente passando mal”.

Espindola diz diz que Porto Alegre deveria receber mais show desse porte e dá a dica de quem gostaria de ver na capital: “Quem sabe um AC/DC ou um Motorhead?”


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- Caro, cheio e com acústica duvidosa
- Duas horas de puro metal no Gigantinho

Caro, cheio e com acústica duvidosa

Após passar até mesmo uma semana na fila para assistir ao Iron Maiden em Porto Alegre uma afirmação é quase que consenso entre os fãs: o Gigantinho não era o local adequado para receber o show.

Nas comunidades relacionadas ao show no site de relacionamentos Orkut diversos tópicos tratam da escolha que provocou superlotação e mal estar pra muita gente, com capacidade para 14.500 pessoas o ginásio recebeu mais de 15 mil pessoas no dia do show.

Para , Leonardo, um dos participantes da comunidade "Iron Maiden POA 2008! Eu Fui!" a banda merecia um espaço maior para a performance: “Além da beleza do espetáculo de um show num estádio, o público realmente se acomodaria melhor e o Iron poderia ter bem mais espaço para a sua apresentação”.

Francielle, uma das fãs que também participa da comunidade explica que até mesmo quem estava nas arquibancadas sofreu com a superlotação: “O Opinião se aproveitou e lotou mesmo o Gigantinho, até na arquibancada tava insuportável, o pessoal começou a empurrar e teve uns caindo em cima dos outros”.

Leonardo acrescenta que além de inapropriado por falta de espaço o Gigantinho, na opinião dele, não possui acústica adequada para receber o show. “Um show realizado em local aberto pode ter a acústica calculada através da disposição das caixas de som. Em um local fechado, se não for bem projetado, a acústica fica comprometida e não tem cálculo que resolva”, afirmou.

A situação se agrava porque muitos fãs pagaram mais de 300 reais pelo ingresso do show e na hora da apresentação cambistas conseguiram vender as ultimas entradas por até 800 reais.

Segundo a produtora do show em nota divulgada em seu blog o local do show não foi alterado pois o Estádio Olímpico não teria condições estruturais de receber um espetáculo como esse, o Jockey Clube não oferecia segurança adequada e um jogo estava previsto para o Beira-Rio no dia do show: "Nós da Opinião Produtora sabíamos que o local ideal para fazer o show era um estádio de futebol ou semelhante que pudesse suportar a demanda de público".

Porém pelos depoimentos dos próprios fãs “tudo valeu pena”.

"Agora sim vou ter o q contar para meus netos" afirmou a Thaina, participante de uma das comunidades do show no Orkut.

E parece que para consolar os fãs e também criticar a organização o próprio Dickinson afirmou que quando voltar vai querer tocar no Beira Rio: "Há um estádio aqui do lado. E nós vamos voltar aqui e não vamos jogar futebol. Vamos tocar rock and roll."
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Duas horas de puro metal no Gigantinho

O Ginásio em Porto Alegre ficou pequeno para as 15 mil pessoas e os seis integrantes do Iron Maiden que fizeram da noite da última quarta-feira (5 de março de 2008) inesquecível para os amantes do metal pesado.

Em 1h30min de show e um bis generoso de mais de 30 minutos a banda inglesa tocou 16 músicas entre clássicos como “Fear of the Dark” e outras faixas menos conhecidas pelos gaúchos como “Hallowed be thy name”.


O show contou ainda com performances do vocalista Dickinson e com um boneco animado gigante surgiu no palco e “fuzilou” a laser os integrantes da banda, levando o público ao delírio.


Essa foi a segunda vez que a Donzela de Ferro, como é conhecida a banda, veio a Porto
Alegre, o outro show aconteceu em 1992.


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- Ele foi!
- Caro, cheio e com acústica duvidosa